sábado, 29 de junho de 2013

sábado, 22 de junho de 2013

Saudade desse meu riso solto...

Achei umas fotos antigas aqui que deu gosto de ver... tô feliz, tô rindo (tô empregada)! Claro que todas elas são de antes de 2009... Mas que saudade de ser assim!

11 coisas sobre mim (era prá ser muito mais, sou prolixa, mas resolvi me poupar)


1.     Sempre fui gorda/gordinha (hoje obesa) e isso sempre me definiu. Sempre me achei (acho) horrorosa por conta disso. Já tentei ser bulímica e já rezei prá ter anorexia. Odiava quando os outros me falavam q eu tinha o rosto bonito pq aí que eu achava q ser gorda era a pior coisa do mundo mesmo. Eu dei uma emagrecida na época da faculdade e quando morei no Rio, mas engordei muito depois q meu pai morreu e hj como os meus sentimentos, sabe como? Forever obesa...

2.     Por ter sido sempre gorda/gordinha (obesa), imagina minha adolescência? Pois é, pega ninguém geral. Fui dar meu primeiro beijo na boca com 19 anos, mesmo assim numa brincadeira muito da retardada e completamente inapropriada para a idade. De alguém querer ficar comigo mesmo, só quase com 20, e ele tava bem bêbado. Na faculdade fiz um moderado “sucesso”, consegui pegar algumas pessoinhas, mas nada demais. Fui bem apaixonada por dois caras durante a Facom, um me tratava como a motorista/faz-tudo dele (pq eu deixava), o outro a gente até teve um romance por um ano e meio, mais ou menos, mas nossa... nossa...

3.     Aliás, a total inabilidade de me relacionar romanticamente com o próximo tb me define: ela é devagar quase parando e isso me deprime muito. Fiquei com 10 meninos e 1 menina até hj. Isso com 33 anos. Relação sexual? 2, a primeira com 23 anos (com um cara da faculdade q eu era apaixonada mas q eu não era correspondida tal como eu queria. Prá completar, na época ele cheirava muito e era sempre meia-bomba, por isso nem considero muito oq a gente tinha um “intercourse”, sabe? Enfim...) e a segunda no único relacionamento próximo ao namoro q eu tive, com a minha ex, e aí sim posso chamar de intercourse. Aliás, com ela tudo se encaixou, fui muito feliz enquanto durou, morro de saudade mas, como tudo na minha vida nesse setor, não deu certo e, desde a única vez q a gente teve um revival, em nov de 2009, nunca mais peguei ninguém. Nada. Nem beijo na boca. Alguém aí gritou tia dos gatos? Pois é...

4.     Amo línguas (no pun intended, rs), amo estuda-las, se pudesse estudaria uma infinidade. Falo (mais leio do que falo, né?) Inglês (fiz Cultural all the way e amava, ia a todos os eventos, às excursões, aos weekend away, happy hour, super geek), Francês (Aliança Francesa, karaokê em francês noite de queijos e vinhos, fête de la musique...), Espanhol e Italiano e acho muito pouco. Quero aprender muito mais.

5.     Nasci em JF, MG, mas sempre quis desesperadamente sair de lá. Me formei em Comunicação Social pela Federal e, assim q me terminei, me mudei pro Rio com a cara e a coragem e fui fazer uma Pós na PUC financiada pelo meu padrinho (meu pai na época, coitado, não tinha como me ajudar em nada). Nunca trabalhei com Jornalismo em si, de redação, sempre fui para a parte de assessoria depois produção e sigo assim até hj. Depois do pé na bunda da pessoa supracitada pela qual ainda sou apaixonada, resolvi ir embora do Rio, vim prá SP em 2008 e cá estou até hj. Ainda não me adaptei, mas aqui é onde as coisas acontecem e, apesar de seguir infeliz, vou levando. Meu sonho sempre foi morar em Londres (por isso que sigo tanto blog e tanta gente no twitter q mora lá, leio 500 notícias de lá e sei tudo sobre a família real - tacky, hahahaha) mas sempre fui muito preguiçosa prá correr realmente atrás disso, sabe? Fico esperando a oportunidade bater na minha porta, oq eu sei q nunca vai acontecer... daí fico só sonhando.

6.     Sou filha única e sempre fui muito mimada, filhinha de papai no sentido do q eu queria, era só pedir. Passamos por uma crise financeira horrorosa lá em casa e foi super difícil prá mim, não por ter um monte de coisa cortada, mas por ver meu pai tão deprimido e sem conseguir resolver a situação. Me dói até hj (a coisa foi tão feia q até nossa luz foi cortada e oficial de justiça foi fazer a penhora dos bens).

7.     Meu pai morreu do nada em 2009, depois de ficar um mês internado na UTI cada dia com um diagnóstico, e eu até hj não me conformei. Sinto muita saudade dele, toda vez q falo ou escrevo sobre choro e, quando vou visitar minha mãe lá em JF, eu ainda acho q vou vê-lo. A saudade não diminui e me culpo demais pela morte dele (não pelo feito em si, mas pela depressão que o foi levando a esse estado...).

8.     Desde 2009 tomo anti-depressivo e tenho estados de completa demência emocional. Já inventei q fui atropelada, assaltada, um monte de coisa só prá não sair de casa. Aqui em SP, como tenho pouquíssimos amigos, entro em casa na sexta à noite e só saio de novo na segunda de manhã. Já fui demitida duas vezes, oq só piora meu quadro, e me encontro desempregada mais uma vez. Tento me tratar mas não vejo graça nenhuma em nada. Me sinto um completo fracasso em todas as áreas.

9.     Amo ler, amo TV (minha cultura inútil não conhece limites) e amo mais ainda viajar. Já dei uma volta ao mundo, ainda que a trabalho, mas é doq mais sinto orgulho na minha vida profissional (e pessoal!), principalmente por ter lidado com culturas e línguas tão diferentes. Queria fazer só isso na vida, mas como sempre me auto-saboto...

10. Fiz Comunicação pq queria ser Correspondente Internacional. Sonho ainda em ser Diplomata, mas como é quase impossível alguém como eu passar para o Instituto Rio Branco, vou me contentar MUITO (vou ser muito feliz, prá dizer a verdade), se eu passar para Oficial de Chancelaria. Estou esperando o edital sair. Vai que é minha vez, né? Aguardemos e torcemos...

11. Minha maior vergonha foi ter tomado pau no primeiro ano do colegial (eu era uma das melhores alunas até então, isso me marcou muito. E foi numa matéria q eu gostava, Física...). Mudei de colégio prá não ter q repetir o ano todo e só fazer dependência e isso me persegue até hj. Me acho burra por conta disso. E uma dos meus maiores orgulhos foi ter fechado a prova de Redação no vestibular da Federal (eu fui ver minha nota na internet discada em Cabo Frio, quando eu passava férias por lá, e eu não acreditava. Aliás, minha nota na fase aberta foi a terceira melhor nota, 76 em 100, e eu não conseguia crer nisso. Logo eu, a burrinha? Mas eu sempre soube que, quando chegasse na fase das minhas matérias favoritas, História, Literatura, Português, Geografia e Redação, eu ia mandar bem... queria q minha confiança voltasse).

12. Nasci numa família utra-mega conservadora e católica. Nunca viajávamos na Semana Santa pq ela servia para rezar e não prá passear. Sexta-feira da Paixão eu não podia rir nem brincar. Eu era muito beata, estudava em colégio também católico e ia prá encontro jovem, oitavada, fazia estágio social (ir prá rua dar sopão para os moradores de rua, cuidar de velhinho em asilo público, brincar com criança em orfanato). Com isso, fui virando super politizada tb. A parte da religião deixei de lado, mas o lado cidadão q a religião me deixou tenho muito apreço. E meu pai, apesar de ir à missa todo dia, era o maior fanfarrão da história, adorava uma cerveja e tinha o maior coração do mundo. A religião no nosso pequeno núcleo (eu, meu pai e minha mãe) nunca foi opressora, ao contrário. Mas no núcleo macro, credo... opressora, hipócrita, aterradora. A família do meu pai ama carregar a cruz, perpetuar a culpa católica... e disso dou graças de estar bem longe! Não tenho religião hj em dia, acredito em muito pouca coisa e tenho uma dificuldade imensa em crer na vida eterna, em graça, em divino. Mas às vezes me pego tendo inveja dos "fiéis": acreditar em algo dá força mesmo prá continuar. Mas meu pragmatismo e meu pezinho no estoicismo me impedem. Mesmo.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Stuck

Tenho tido uma sensação horrorosa de angústia extrema todos os dias. É uma leve aperto no peito e uma grande sensação de inutilidade.
A cada dia percebo que todos estão indo a algum lugar, tendo para o que viver, um objetivo maior, uma alegria imensa, e eu tô ficando pra trás. Não consigo nem sentir tristeza por isso. Só uma apatia infinita. E a certeza (?) de que minha função na terra é nula.

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Hoje emprestei mil reais para uma pessoa que conheci anteontem. Não sou altruísta. Primeiro pq fiz pensando q gostaria muito q fizessem o mesmo comigo, q alguém viesse me salvar como eu, ocasionalíssima vezes, salvo os outros. Segundo que imediatamente após o feito, já imaginei como o universo poderia (iria?) me retribuir. Altruísmo zero, como se vê.

domingo, 2 de junho de 2013

Os fracassos


Bom, fui demitida mais uma vez e, apesar de estar fazendo um freela, ainda está doendo.
Minha primeira demissão foi em 2001 ou 2002, não me lembro bem, quando eu era “estagiária” da Ace Assessoria de Comunicação (aspas porque eu estava longe de ser estagiária. Trabalhava o dia todo, ia a todas as pautas com o meu carro, era bem legal). Eu não podia ser demitida de jeito nenhum na época porque lá em casa estávamos passando por uma crise horrorosa e qualquer real era mais que apreciado. Não me lembro bem porque eu fui demitida, era algo como falta de brilho no olho (eu viria a ouvir isso outras inúmeras vezes) com falta de comprometimento e eu rodei. Foi bem ruim, dei a notícia em casa e meu pai chorou junto comigo, corri atrás feito doida de outro estágio/qualquer outra forma de renda enquanto, na paralela, fui vendendo revista velha na cia de reciclagem (prá ganhar menos de 10 reais), o computador velho (prá ganhar 50 reais), enfim, tempos dos quais não sinto a menor saudade. Era voltar prá casa e ter uma surpresa: uma dívida nova que chegou, a luz que foi cortada, a preocupação perene do meu pai cometer suicídio.
Um ano se passou, mais um pouco, acho, e fui demitida do outro estágio. Aí era porque eu estava me formando e as sócias decidiram não efetivar nem a mim nem a Elaine, a outra estagiária. A gente dava o couro por lá. Eu não liguei muito porque eu tinha um outro estágio junto, na Globo, era ano de formatura e eu não via a hora de ir embora de Juiz de Fora. Claro que o dinheiro fez falta, mais uma vez, mas não me desesperei que nem da outra.
Aí anos se passam, eu já tava me achando uma profissional competente, eu já estava em São Paulo quando a terceira demissão acontece. Essa foi perfeitamente compreensível, só o acordo financeiro que não. Eu estava super relapsa no trabalho, não conseguia ir, estava passando por um turbilhão na minha vida: morte do meu pai que me tirou completamente do eixo, pé na bunda que não curava, eu acordava e não queria sair da cama... meu chefe aguentou foi muito. O ruim é que ele foi meio sovina e só me pagou pelos dias trabalhados naquele mês, não tive acordo nem contrapartida financeira alguma. Minha sorte foi que 2 semanas depois consegui outro emprego.
Dois anos se passaram, eu estava bem lá na firma, até que o monstro da depressão se apossou de mim mais uma vez e, para não acontecer que nem da outra, avisei ao meu chefe e à minha subordinada. Pior erro da minha vida. Colocaram outra pessoa no meu lugar, desequilibradíssima e que ficava se comparando a mim (eu era só deprê, essa pessoa era incapaz diagnosticada, fazia merda atrás de merda e ninguém via). Eu fiz uma cagada também, que manchou minha reputação, aí tudo que eu fazia eu era monitorada, julgada, achincalhada, até que essa pessoa conseguiu me demitir. Um mês depois, ele também foi demitido. Fiquei mal por duas vezes: por todos terem deixado eu ser demitida, ninguém ter me defendido (vítima, sempre), e por ele ter sido demitido tão pouco tempo depois.
Cinco meses de aperto, consegui um emprego fixo de novo quando me chamam da firma antiga de novo, para fazer um job internacional mais uma vez. Nem pensei duas vezes: pedi demissão, peguei minha única mala e fui pro Rio. Prá mostrar o quanto eles estavam errados, virei muito caxiona: peguei um outro job gigante, trabalhava que nem uma louca, ia acumulando funções e não deixando a peteca cair. Resolvia vários pepinos durante o dia e ia embora com uma sensação ótima, de que eu era boa profissional, que eu conseguia pensar em tudo... e quem me conhece um pouquinho sabe que nunca sinto essa auto-satisfação. Enfim... eu devia saber que algo de ruim estava por vir,  porque comigo nunca tem almoço grátis mesmo e sempre vem uma merda quando estou em paz. Pois foi isso que aconteceu: por conta de um email que eu passei de maneira super precipitada, fui demitida. Pela quinta vez. E doeu muito.
Doeu porque de novo foi na firma onde minha fama não estava muito boa e eu estava fazendo de tudo para apagar qualquer resquício de suspeita. Doeu porque foi para o cliente que eu mais gostava de trabalhar, que tem os melhores projetos e para o qual eu fiz o melhor trabalho da minha vida. Doeu porque estou longe da minha casa. E doeu, acima de tudo, porque agora não tenho mais rede de segurança, não tenho dinheiro, preciso achar outro emprego fixo para ontem e não tenho a menor perspectiva. Não faço idéia de onde procurar, para que lado me mexer. Estou me sentindo péssima, mais uma vez, angustiada, deprimida, a pior pessoa do mundo. Eu só queria conseguir dar certo, ser uma pessoa convencional, cartesiana, com emprego, férias, fazer as coisas que eu gosto. E nada disso acontece. Fico emperrada, sempre, tudo sempre dá muito errado comigo, prá mim. E não culpo ninguém: eu sou a responsável pelo que acontece na minha vida. Eu culpo a mim, à minha total incapacidade de lidar com a vida, com o dia-a-dia, de me posicionar, de ser alguém.
Não sei o que fazer, mais uma vez. Só tenho mais certeza, a cada dia que passa, que sou um completo desperdício de gás-carbônico. Não sei mesmo qual é meu propósito aqui.
Odiar a você mesmo é o que há de mais cansativo. Te tira todas as suas forças e te faz ser um caco de ser humano.
E eu me odeio muito.

sábado, 1 de junho de 2013

2 anos sem postar e nada mudou.


Eu realmente acho que eu nunca vou ser feliz na vida. Pelo menos nessa que eu estou vivendo.
Eu não consigo me posicionar, eu não consigo quebrar nenhum ciclo, eu não consigo ir prá frente. O desânimo só aumenta, minha vontade de morrer voltou com toda força, assim como os pedidos para que tal fato aconteça. Só não faço nada porque sou muito covarde/preguiçosa.
Queria que alguém me ajudasse, que lesse isso e me tirasse da minha letargia, me desse um emprego, me desse a vida com a qual eu sonho. Eu me vitimo muito e, ao mesmo tempo, fico aqui, chorando, inerte, sem conseguir tomar uma decisão, dar um novo rumo à minha vida. Quero ir embora, quero viver, quero sumir.
Eu me odeio.
E sou tão preguiçosa que nem um texto decente eu consigo escrever.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Das pequenas novas decisões da vida

          Ao invés de ficar reclamando, whining like a bitch, já que muita coisa ainda não está nem remotamente perto do que eu quero, vou focar em coisas boas, vou falar de pessoas e coisas que eu amo. Não é assim que dizem que formamos uma bolha do bem e as coisas começam a dar certo? Pois então.
         De agora até quando eu quiser, vai ser uma enxurrada de foto legenda, fotos das minhas viagens, coisa que tanto prezo e me endivido MESMO pra fazê-las. Se assim não o fizesse (e se a querida tia Cleuza não me tivesse posto como dependente dos dois cartões de crédito incríveis dela), estaria eu aqui, presa, ainda mais do que já me sinto.
        Inaugurando os trabalhos, fotos de um lugar sensacional: Inhotim. Pena que fui sozinha, sem comentar nem compratilhar com ninnguém as experiências daquele sítio (?) simplesmente arrebatador. Mas aí, ó, bad habits always rises e já tá eu whining again (ah, eu sempre acho que as frases de efeito são sempre melhores em inglês, this is an annoying habit of me...)....Engole o choro e vem comigo, Inhotim!









            
         Postei algumas, apenas... a que eu apareço é só para vcs testemunharem que eu realmente fui... A primeira foto é um panorama dos inúmeros jardins que tem lá, os fusquinhas são obras de Jarbas Lopes, o domo é a obra que mais me fascinou (lá dentro tem um trator que só uma roda é maior que eu e que os dentes seguram uma árvore giga como se ela fosse um galho. Achei sensacional!), a outra é o Som da Terra (mega-decepcionante prá mim), as fotos dos cactus-polvos (ouvi uma mulher falando deles assim e os apelidei tb!). Agora vou postar a segunda obra que mais gostei (e até infringi a regra e tirei foto lá dentro, vergonha!). Ela é toda feita de materiais de limpeza vermelhos!

             E é isso, basicamente. Tirei mais umas fotinhos, mas acho que essas dão uma dimensão do que é Inhotim. Fui prá lá há dois finais de semana, há tempos queria ir a BH. Fazia 3 anos que não visitava a cidade já e lá tenho bons e fiéis amigos. Mas foi um pouco corrido devido ao caos aéreo de todo dia e pude ver Karina, André e a foférrima porém arredia Julia, filhinha dos dois.                                                                      
               Pensar que vi todo aquele relacionamento nascer, acompanhei tudo. Mas, devido aos meus últimos anos atribuladérrimos, perdi o casamento, a Karina grávida, o nascimento e o batizado. Mas meu querer bem e meu amor (e até gratidão, pq a Karina é sempre super comigo) não diminuem...
Já fui tão feliz em BH, sabiam? Já fiz tantas loucuras por lá... (loucuras na medida para uma careta nata que nem eu). Mas voltar lá agora me fez ficar bem estranha, muitas memórias, muito sentimento confuso aqui dentro (as always). Mas viajar SEMPRE vale a pena, nem que seja prá Matias Barbosa, então, entre mortos e feridos, salvaram-se todos!
               Até a próxima (tô inspirada e deve ser hoje mesmo).