1.
Sempre fui gorda/gordinha (hoje obesa) e isso
sempre me definiu. Sempre me achei (acho) horrorosa por conta disso. Já tentei
ser bulímica e já rezei prá ter anorexia. Odiava quando os outros me falavam q
eu tinha o rosto bonito pq aí que eu achava q ser gorda era a pior coisa do
mundo mesmo. Eu dei uma emagrecida na época da faculdade e quando morei no Rio,
mas engordei muito depois q meu pai morreu e hj como os meus sentimentos, sabe
como? Forever obesa...
2.
Por ter sido sempre gorda/gordinha (obesa),
imagina minha adolescência? Pois é, pega ninguém geral. Fui dar meu primeiro
beijo na boca com 19 anos, mesmo assim numa brincadeira muito da retardada e
completamente inapropriada para a idade. De alguém querer ficar comigo mesmo,
só quase com 20, e ele tava bem bêbado. Na faculdade fiz um moderado “sucesso”,
consegui pegar algumas pessoinhas, mas nada demais. Fui bem apaixonada por dois caras durante a Facom, um me tratava como a motorista/faz-tudo dele (pq eu deixava), o outro a gente até teve um romance por um ano e meio, mais ou menos, mas nossa... nossa...
3.
Aliás, a total inabilidade de me relacionar
romanticamente com o próximo tb me define: ela é devagar quase parando e isso
me deprime muito. Fiquei com 10 meninos e 1 menina até hj. Isso com 33 anos.
Relação sexual? 2, a primeira com 23 anos (com um cara da faculdade q eu era
apaixonada mas q eu não era correspondida tal como eu queria. Prá completar, na
época ele cheirava muito e era sempre meia-bomba, por isso nem considero muito
oq a gente tinha um “intercourse”, sabe? Enfim...) e a segunda no único
relacionamento próximo ao namoro q eu tive, com a minha ex, e aí sim posso
chamar de intercourse. Aliás, com ela tudo se encaixou, fui muito feliz
enquanto durou, morro de saudade mas, como tudo na minha vida nesse setor, não
deu certo e, desde a única vez q a gente teve um revival, em nov de 2009, nunca
mais peguei ninguém. Nada. Nem beijo na boca. Alguém aí gritou tia dos gatos?
Pois é...
4.
Amo línguas (no pun intended, rs), amo
estuda-las, se pudesse estudaria uma infinidade. Falo (mais leio do que falo,
né?) Inglês (fiz Cultural all the way e amava, ia a todos os eventos, às
excursões, aos weekend away, happy hour, super geek), Francês (Aliança
Francesa, karaokê em francês noite de queijos e vinhos, fête de la musique...),
Espanhol e Italiano e acho muito pouco. Quero aprender muito mais.
5.
Nasci em JF, MG, mas sempre quis
desesperadamente sair de lá. Me formei em Comunicação Social pela Federal e,
assim q me terminei, me mudei pro Rio com a cara e a coragem e fui fazer uma Pós na PUC financiada pelo meu padrinho (meu pai na época, coitado, não tinha como me ajudar em nada). Nunca trabalhei com Jornalismo em si, de redação, sempre fui
para a parte de assessoria depois produção e sigo assim até hj. Depois do pé na bunda da
pessoa supracitada pela qual ainda sou apaixonada, resolvi ir embora do Rio, vim prá SP em 2008 e cá estou
até hj. Ainda não me adaptei, mas aqui é onde as coisas acontecem e, apesar de
seguir infeliz, vou levando. Meu sonho sempre foi morar em Londres (por isso
que sigo tanto blog e tanta gente no twitter q mora lá, leio 500 notícias de lá
e sei tudo sobre a família real - tacky, hahahaha) mas sempre fui muito preguiçosa prá correr
realmente atrás disso, sabe? Fico esperando a oportunidade bater na minha
porta, oq eu sei q nunca vai acontecer... daí fico só sonhando.
6.
Sou filha única e sempre fui muito mimada,
filhinha de papai no sentido do q eu queria, era só pedir. Passamos por uma
crise financeira horrorosa lá em casa e foi super difícil prá mim, não por ter
um monte de coisa cortada, mas por ver meu pai tão deprimido e sem conseguir
resolver a situação. Me dói até hj (a coisa foi tão feia q até nossa luz foi
cortada e oficial de justiça foi fazer a penhora dos bens).
7.
Meu pai morreu do nada em 2009, depois de ficar
um mês internado na UTI cada dia com um diagnóstico, e eu até hj não me
conformei. Sinto muita saudade dele, toda vez q falo ou escrevo sobre choro e,
quando vou visitar minha mãe lá em JF, eu ainda acho q vou vê-lo. A saudade não
diminui e me culpo demais pela morte dele (não pelo feito em si, mas pela
depressão que o foi levando a esse estado...).
8.
Desde 2009 tomo anti-depressivo e tenho estados
de completa demência emocional. Já inventei q fui atropelada, assaltada, um
monte de coisa só prá não sair de casa. Aqui em SP, como tenho pouquíssimos
amigos, entro em casa na sexta à noite e só saio de novo na segunda de manhã.
Já fui demitida duas vezes, oq só piora meu quadro, e me encontro desempregada
mais uma vez. Tento me tratar mas não vejo graça nenhuma em nada. Me sinto um
completo fracasso em todas as áreas.
9.
Amo ler, amo TV (minha cultura inútil não
conhece limites) e amo mais ainda viajar. Já dei uma volta ao mundo, ainda que
a trabalho, mas é doq mais sinto orgulho na minha vida profissional (e pessoal!), principalmente por ter lidado com
culturas e línguas tão diferentes. Queria fazer só isso na vida, mas como
sempre me auto-saboto...
10. Fiz
Comunicação pq queria ser Correspondente Internacional. Sonho ainda em ser
Diplomata, mas como é quase impossível alguém como eu passar para o Instituto
Rio Branco, vou me contentar MUITO (vou ser muito feliz, prá dizer a verdade),
se eu passar para Oficial de Chancelaria. Estou esperando o edital sair. Vai
que é minha vez, né? Aguardemos e torcemos...
11. Minha
maior vergonha foi ter tomado pau no primeiro ano do colegial (eu era uma das
melhores alunas até então, isso me marcou muito. E foi numa matéria q eu
gostava, Física...). Mudei de colégio prá não ter q repetir o ano todo e só
fazer dependência e isso me persegue até hj. Me acho burra por conta disso. E
uma dos meus maiores orgulhos foi ter fechado a prova de Redação no vestibular
da Federal (eu fui ver minha nota na internet discada em Cabo Frio, quando eu
passava férias por lá, e eu não acreditava. Aliás, minha nota na fase aberta
foi a terceira melhor nota, 76 em 100, e eu não conseguia crer nisso. Logo eu,
a burrinha? Mas eu sempre soube que, quando chegasse na fase das minhas
matérias favoritas, História, Literatura, Português, Geografia e Redação, eu ia
mandar bem... queria q minha confiança voltasse).
12. Nasci
numa família utra-mega conservadora e católica. Nunca viajávamos na Semana
Santa pq ela servia para rezar e não prá passear. Sexta-feira da Paixão eu não
podia rir nem brincar. Eu era muito beata, estudava em colégio também católico
e ia prá encontro jovem, oitavada, fazia estágio social (ir prá rua dar sopão
para os moradores de rua, cuidar de velhinho em asilo público, brincar com
criança em orfanato). Com isso, fui virando super politizada tb. A parte da
religião deixei de lado, mas o lado cidadão q a religião me deixou tenho muito
apreço. E meu pai, apesar de ir à missa todo dia, era o maior fanfarrão da
história, adorava uma cerveja e tinha o maior coração do mundo. A religião no
nosso pequeno núcleo (eu, meu pai e minha mãe) nunca foi opressora, ao
contrário. Mas no núcleo macro, credo... opressora, hipócrita, aterradora. A família do meu pai ama carregar a cruz, perpetuar a culpa católica... e disso dou graças de estar bem longe! Não tenho religião hj em dia, acredito em muito pouca coisa e tenho uma dificuldade imensa em crer na vida eterna, em graça, em divino. Mas às vezes me pego tendo inveja dos "fiéis": acreditar em algo dá força mesmo prá continuar. Mas meu pragmatismo e meu pezinho no estoicismo me impedem. Mesmo.
Eu li, viu? Como disse, tenho curiosidade em saber mais das pessoas. :-) Acho que voce precisa MUITO dar um jeito de trabalhar a auto-confianca e auto-estima, porque eu era um pouco assim, mas sempre fui muito teimosa. Acho que soh vim pra Londres porque escasquetei na cabeca que sairia do Brasil (nao fugindo, mas como ultima oportunidade) e ralei muito pra conseguir a bolsa do Chevening. Por que voce nao tenta??
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